Eu
sou tão arisca que tenho medo de qualquer coisa que se mexa, inclusive -
e principalmente - um coração que bata próximo ao meu. Sempre fui assim
meio bicho do mato, quase que selvagem, sabe? Mas nesses raros momentos
em que isso se comprova, levo o susto de saber que realmente se é. E
quero gritar, fugir, correr, ficar e aceitar tudo ao mesmo tempo. Sabe
quando a gente quer muito uma coisa, e quando está a um centímetro de
alcançá-la dá vontade de largar tudo e sumir? É um medo tão íntimo,
quase que um medo de ser feliz. Mas a gente não devia ter medo de ser
feliz, não mesmo. Medo de arriscar, de se jogar, de deixar fluir e viver
o agora. Sua mão está estendida aqui e agora, e eu que esperei tanto
não sei se serei capaz de segurá-la. Não consigo definir esse bicho de
sete cabeças que se esconde em tudo o que seja próximo de um estado
pleno de felicidade, esse frio na barriga que deixa a gente com medo.
Normalmente, em tudo, eu diria SIM, quero, vou entrar nessa e me jogar, e
achei que agora também diria sim. A pergunta foi feita e estou
paralisada diante de tudo querendo sumir para não responder, recebendo
uma descarga de adrenalina como se fosse o fim do mundo chegando. Pra
dizer bem a verdade, é longe, muito longe do fim do mundo - e pode até
ser o começo de tudo. O coração tá batendo, não pára, e tudo pulsa em
pegar ou largar. Pegar ou largar? Fugir ou ficar?
Tem gente que nasceu pra brilhar. Outros para estarem sempre a sombra de alguém. E outros nasceram para serem únicos. Eu me enquadro nesta última definição. DESTINO...Porque a vida não é certa... Nada aqui é certo.O que é certo mesmo é que temos que viver cada momento, cada segundo, amando, sorrindo, chorando, emocionando, pensando, agindo, querendo, conseguindo...Quando a gente acha que encontrou todas as respostas, vem a vida e muda todas as perguntas.
domingo, 17 de junho de 2012
Tentando achar vida no mundo
Eu
acho mesmo que o mundo tá precisando de ajuda. Não com toda essa
história de salvem o meio ambiente, mas com as pessoas. O grande
problema é essa gente que está esquecendo de viver. Viver é a coisa mais
magnífica e linda que pode acontecer, mas ninguém mais vive.
Respirar simplesmente não é viver. Viver é agarrar todas as oportunidades, agarrar todos os sorrisos, agarrar essa vontade de ser feliz e agarrar a vida. As pessoas precisam dessa tara por rir até doer a barriga, tara por namorar e tara por sorrir pra todo mundo na rua dando bom dia. O mundo todo ta precisando dançar loucamente sem pensar no amanhã, o mundo precisa acordar e ver que o tempo passa e o que resta é aproveitá-lo. Para constatar essa ausência de vida, basta olhar por um buraquinho e enxergar gente correndo e respirando trabalho, gente atrasada, gente que até já esqueceu de olhar o céu azul e o solão lá fora, gente que mata por dinheiro, gente que rouba por drogas, gente que mente pra prejudicar alguém, gente que mente para si próprio. E aí você se pergunta o que está fazendo no meio desse povão que faz tudo pra sobreviver, mesmo sem viver.
Cadê aquela galera indo num parque aproveitar o sol? Cadê os pais que entendem e conversam com os filhos sem precisar brigar? Cadê as pessoas que não desejam mais que o bem para as outras? Tá tudo tão maluco hoje em dia que talvez essas coisas nem existam mais. E eu to sentindo um sufoco de tranqüilidade, uma falta enorme de ar puro e pessoas que não sejam tão piradas quanto o resto do mundo. Quero dançar até amolecer o corpo, quero gritar pra tirar esse aperto, quero pular e me esgoelar pela rua pra todo mundo fazer o que der vontade, quero beijar e achar alguém que me faça mais bem do que mal, quero rir pra todo mundo, quero brincar de pega- pega correndo no meio da Marechal, quero pintar os muros de colorido, quero abraçar o mundo inteiro. Mas desse jeito, todo mundo vai me olhar como se a maluca fosse eu. Sendo que eu só tô tentando saciar minha gana de vida e de cor desse mundão gigante.
Veja bem, se as pessoas deixassem de se preocupar tanto em prejudicar as outras, como tudo não seria mais fácil? Mas não, tem que haver inveja, morte, tiroteio, intrigas. Sem essas coisas, nem reconheceríamos nosso planeta, porque todas as pessoas estariam apenas tentando ser feliz. Esqueça o dinheiro, esqueça o atraso, esqueça seu amigo invejoso, esqueça tudo que é considerado normal e seja feliz. Jogue pra cima essas besteiras e faça o que der vontade, nem que você seja passado por maluco, porque você vai estar feliz demais pra lembrar disso.
Mas ao invés de viver intensamente cada minuto, invés de dar as costas pra toda a humanidade pra poder sorrir e viver mais, você só se olha no espelho e imagina que é apenas um pensamento bobo. Escova os dentes e vai trabalhar, vê os mesmos rostos apagados pelo caminho, vê o mesmo mundo cinza de sempre, e segue as regras da “normalidade” pregadas por essa sociedade que tem uns parafusos soltos. Tô mesmo indignada com esse mundo brega movido a dinheiro. Bom mesmo é se a gente pudesse viver jogando purpurinas pro alto sem medo de tropeçar e se esburrachar no caminho.
Respirar simplesmente não é viver. Viver é agarrar todas as oportunidades, agarrar todos os sorrisos, agarrar essa vontade de ser feliz e agarrar a vida. As pessoas precisam dessa tara por rir até doer a barriga, tara por namorar e tara por sorrir pra todo mundo na rua dando bom dia. O mundo todo ta precisando dançar loucamente sem pensar no amanhã, o mundo precisa acordar e ver que o tempo passa e o que resta é aproveitá-lo. Para constatar essa ausência de vida, basta olhar por um buraquinho e enxergar gente correndo e respirando trabalho, gente atrasada, gente que até já esqueceu de olhar o céu azul e o solão lá fora, gente que mata por dinheiro, gente que rouba por drogas, gente que mente pra prejudicar alguém, gente que mente para si próprio. E aí você se pergunta o que está fazendo no meio desse povão que faz tudo pra sobreviver, mesmo sem viver.
Cadê aquela galera indo num parque aproveitar o sol? Cadê os pais que entendem e conversam com os filhos sem precisar brigar? Cadê as pessoas que não desejam mais que o bem para as outras? Tá tudo tão maluco hoje em dia que talvez essas coisas nem existam mais. E eu to sentindo um sufoco de tranqüilidade, uma falta enorme de ar puro e pessoas que não sejam tão piradas quanto o resto do mundo. Quero dançar até amolecer o corpo, quero gritar pra tirar esse aperto, quero pular e me esgoelar pela rua pra todo mundo fazer o que der vontade, quero beijar e achar alguém que me faça mais bem do que mal, quero rir pra todo mundo, quero brincar de pega- pega correndo no meio da Marechal, quero pintar os muros de colorido, quero abraçar o mundo inteiro. Mas desse jeito, todo mundo vai me olhar como se a maluca fosse eu. Sendo que eu só tô tentando saciar minha gana de vida e de cor desse mundão gigante.
Veja bem, se as pessoas deixassem de se preocupar tanto em prejudicar as outras, como tudo não seria mais fácil? Mas não, tem que haver inveja, morte, tiroteio, intrigas. Sem essas coisas, nem reconheceríamos nosso planeta, porque todas as pessoas estariam apenas tentando ser feliz. Esqueça o dinheiro, esqueça o atraso, esqueça seu amigo invejoso, esqueça tudo que é considerado normal e seja feliz. Jogue pra cima essas besteiras e faça o que der vontade, nem que você seja passado por maluco, porque você vai estar feliz demais pra lembrar disso.
Mas ao invés de viver intensamente cada minuto, invés de dar as costas pra toda a humanidade pra poder sorrir e viver mais, você só se olha no espelho e imagina que é apenas um pensamento bobo. Escova os dentes e vai trabalhar, vê os mesmos rostos apagados pelo caminho, vê o mesmo mundo cinza de sempre, e segue as regras da “normalidade” pregadas por essa sociedade que tem uns parafusos soltos. Tô mesmo indignada com esse mundo brega movido a dinheiro. Bom mesmo é se a gente pudesse viver jogando purpurinas pro alto sem medo de tropeçar e se esburrachar no caminho.
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